Seja Bem Sucedido com Críticas, Reprimendadas e Avaliações
Eduardo Vaz (92 artigos)
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Seja Bem Sucedido com Críticas, Reprimendadas e Avaliações

INTRODUÇÃO

Todos nós já sofremos com o pesar de ter que criticar alguém, ou então fomos reprimir alguma atitude, ou até mesmo avaliar atitudes dos outros. Muitas vezes nos damos bem, nos saímos da forma como desejávamos. Porém, outras, ficamos pensando em como poderíamos ter nos saído melhor se disséssemos tal coisa, diferente da que havia sido dita. Será que existe algum ponto fixo em que dizemos alguma coisa e saberemos que não vamos nos sair mal em nenhuma dessas pressões sociais? A resposta é SIM! Não importa o que você diz, e sim como diz. Aqui trarei as regras de Ouro, as mais bem sucedidas quando temos que criticar, reprimir ou avaliar alguém, de forma que, tanto você ao fazer, como a pessoa ao escutar não se sentirão mal. Nesse post vou fazer um breve começo sobre crenças e valores, conforme explica Liberman em seu livro How to Change Anybody e, em seguida, irei expor as leis. Vale a pena ler a parte de Liberman porque é o esclarecimento dado por um Ph. D., uma breve introdução, que diferencia ambas as palavras. Boa leitura!
 

CRENÇAS E VALORES

 

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Em grande parte, as crenças e os valores são usados para justificar nosso passado, racionalizar nossas atitudes presentes e dar sentido aos eventos e circunstâncias em nossa vida.
Temos dois tipos de valores: resultados médios e finais. Para alcançar um resultado final – felicidade, por exemplo – uma pessoa coloca em prioridade o resultado médio que vai ajudá-la a alcançar seu objetivo principal.
Para alguns, este portão para a felicidade pode ser dinheiro; para outros, casamento e ter uma família. O dinheiro se torna importante porque a felicidade é importante, ou a família é importante porque a felicidade é importante.
Se o motivo oculto que conecta a equação – isto me dará aquilo – foi mudado, o resultado médio se torna desnecessário e se dissipa. Para mudar a idéia de uma pessoa sobre algo, você deve remodelar a crença que conecta os dois valores. Por exemplo, se um homem acredita que o dinheiro traz felicidade e então descobre que isso é uma idéia errônea, suas prioridades mudam, bem como seu comportamento subsequente.
Nossa solução psicológica é quebrar a crença, rompendo sua base emocional. Por exemplo, as estatísticas mostram que há 90% da possibilidade de que uma mulher altamente promíscua e que está envolvida em um tórrido sexo casual, prostituição ou ambos, foi vítima de abuso sexual quando criança ou adolescente. Para dar sentido ao que aconteceu, ela é forçada, embora inconscientemente, a reduzir a significância do evento. Isso é feito pela diluição do valor da santidade das relações sexuais. Sua promiscuidade voluntariosa faz com que o que aconteceu, pareça menos significante. Sendo assim, o valor do que foi danificado, o valor do que lhe foi tirado, bem menor importância. Caso contrário, ela seria forçada a aceitar tal situação como algo muito mais traumático. Assim, ela faz o que muito de nós fazemos e adota o caminho da menor resistência. Desvalorizando o ato sexual e diluindo-o a ponto de torná-lo insignificante, reforçará a crença de que isto não é importante.
Por meio de uma série de técnicas psicológicas, você pode mudar o cálculo inconsciente, tornando-se simples para a psique acreditar em algo novo e assim naturalmente escolher um caminho diferente. Se eliminar a necessidade de se apoiar em uma crença, não importa o quão enraizada ela esteja, o comportamento que a precede vai se dissipar.
 

AS SEIS REGRAS DE OURO
PARA SER BEM SUCEDIDO COM
CRÍTICAS, REPRIMENDADAS E AVALIAÇÕES

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a. Use a “técnica do sanduíche”

Quando comemos cebola pura, ela parece arder mais do que ao ser misturada a outros ingredientes de uma salada. Para suavizar o impacto do seu comentário, comece elogiando a pessoa por algo positivo que ela tenha feito. Logo depois faça a crítica, em seguida de outro elogio ao desempenho dela.
 

b. Critíque o ato, não a pessoa

Explique que você está satisfeito com a pessoa (desde que isso seja verdade), porém não com o que ela fez.
 

c. Peça ajuda

Nunca diga para fazerem o que você está “mandando” que façam. Diga que precisa da cooperação do funcionário para solucionar um problema.
 

d. Admita que já cometeu erros parecidos e forneça a solução

Inicie uma crítica comentando uma falha semelhante que você cometeu no passado. Assim como o dentista aplica uma anestesia antes de obturar um dente, isso tornará a crítica mais fácil de ser digerida. Esclareça que você e outras pessoas tiveram de lidar com desafios idênticos no passado e conte como resolveu a questão. Se você admitir que não é perfeito, os outros se sentirão compelidos a fazer o mesmo.
 

e. Faça a crítica uma única vez e reservadamente

Nunca repreenda alguém diante das pessoas. Faça-o em local reservado, calmamente e mencione a falha e a solução apenas uma vez. Não fique insistindo em comentar o mau desempenho.
 

f. Conclua com um comentário simpático

Agradeça pela cooperação para a solução do problema e afirme que espera ver a pessoa lidar com aquela situação da maneira que vocês abordaram a conversa.
Lembre-se: não é o que diz, e como diz!
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Fontes:
How to Change Anybody – David J. Liberman
The Definitive Book of Body Language – Allan e Barbara Pease
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Eduardo Vaz

Eduardo Vaz

Bacharel em Direito, Conciliador do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, Hipnólogo formado por Olimar Tesser, Practitioner de Hipnose, Estudioso da Área Linguagem Corporal, Microexpressões Faciais, Leitura Fria, Mentalismo, Vidência, Membro da IFGE (The International Foundation for Gender Education), Empreendedor Digital na Área de Marketing Digital e Relações Humanas, Administrador e Colaborador do Site Body Language Brazil.