Os 3 Momentos Básicos de Paul Ekman Para o Surgimento Das Emoções

O

Quero Ver Os Cursos!
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 

Quando fala-se cientificamente em emoções, deve-se ter em mente os grandes estudos que contribuíram para a gama de conhecimentos consagrados pelo decorrer da história sobre o assunto.

Especificamente tratarei de abordar o tema da emoção me baseando na obra publicada denominada “A Linguagem das Emoções”, elaborada pelo autor Paul Ekman, cujos títulos eméritos no certame da Linguagem Corporal são de grande relevância para o assunto em pauta.

As emoções certamente são muito importantes em nossas vidas. Desde uma tenra idade já temos contato com elas, assim, surtindo efeito na adolescência, posteriormente na idade adulta e, por conseguinte quando idosos.

Diante dessa perspectiva da emoção estar presente em nossas vidas, perceba que não basta apenas nos perguntarmos: “O que é emoção?” ou “Quais são as Emoções”, mas sim, de modo prático e eficiente: “Quando nos emocionamos?”.

 

É exatamente nesse contexto que Paul Ekman inicia sua obra, ele trata de encontrar fundamentos para um estudo científico que busca explicar os mecanismos pelos quais funcionam as emoções.

Certamente a emoção é uma ferramenta evolucionária do homem, cuja importância tem como fundamento inúmeras satisfações que podemos presenciar em nossas vidas diárias.

Mas nem tudo são rosas. Ekman aqui faz uma relevante distinção. Apesar da satisfação acima suscitada, afirma o autor que às vezes a emoção pode deixar a gente em apuros, neste sentido:

Isso acontece quando temos reações emocionais impróprias: podemos sentir e demonstrar a emoção correta, mas reagimos exageradamente e nos apavoramos. Ou então, podemos sentir a emoção apropriada, mas demonstramos de modo errado, por exemplo: a raiva era legítima, mas ficar em silêncio foi contraproducente e infantil.

 

Observa-se então que o problema não é que ficamos muito assustados ou que demonstramos isso com a forma errada.

O problema é como percebemos depois, por exemplo, que não deveríamos ter ficado com medo.

Feitas essas ponderações, conforme Ekman traz em sua obra, passa-se a fazer sentido perguntas como:

– Porque uma emoção imprópria seria ativada?
– Podemos eliminar completamente um gatilho emocional?
– Por exemplo, quando alguém fura a fila na nossa frente, não nos enfezamos? Ou podemos mudar essa nossa reação emocional, ficando desdenhosos ou satisfeitos em vez de irritados em situações assim?
– Se pudermos eliminar ou mudar nossa reação com relação a um gatilho emocional, poderemos, ao menos, enfraquecer seu poder e não reagir inadequadamente?

Para se responder essas perguntas há um grande problema. Não existem evidências científicas de como esses gatilhos emocionais se estabelecem em nosso cérebro e se podemos os eliminar. Como Ekman diz: 

– Talvez daqui a décadas se tenha uma solução. 

 

Apesar de não existirem respostas científicas sobre os gatilhos emocionais, os estudos de Ekman concebem a ideia de que não nos emocionamos com tudo.

O fato de não nos emocionarmos com tudo quer dizer que não estamos sob o domínio das emoções o tempo todo. As emoções são passageiras, Ekman afirma:

Sentimos uma emoção em um momento e podemos não sentir nenhuma em outro. Algumas pessoas são bem mais emocionais que outras, mas, mesmo as pessoas mais emotivas têm momentos que não sentem nenhuma emoção.

 

Alguns cientistas afirmam que sempre existe alguma emoção ocorrendo, mas ela é muito sutil para que percebamos ou para que afete nossas ações. Neste contexto, funda-se o pensamento de que há momentos em que as emoções não estão em domínio, Ekman afirma categoricamente:

Se for tão pequena, imperceptível, penso que podemos muito bem dizer que esses são momentos que não há emoção (casualmente, mesmo aqueles que acham que estão sempre sentindo alguma emoção reconhecem que nem sempre é a mesma. Assim, eles também enfrentam o problema de explicar porque sentimos uma emoção em um momento e outra depois).

Feito o esclarecimento acerca de não ser todo minuto que nos emocionamos, Ekman responde a pergunta “Quando nos emocionamos?” de modo a afirmar:

As emoções normalmente ocorrem quando sentimos, justificadamente ou por engano, algo que afeta seriamente nosso bem estar: i) para melhor ou para pior; ii) está acontecendo; iii) ou prestes a acontecer. Não é o bem estar o único motivo da emoção, mas é muito importante, talvez o mais básico.

 

Para ilustrar o aparecimento das emoções, conforme as diretrizes acima apontadas, Ekman usa o seguinte exemplo: 

Lembre-se de um momento em que você estava dirigido e, de repente, outro carro apareceu, em alta velocidade, prestes a colidir com o seu. Sua mente consciente estava concentrada em uma conversa interessante com um amigo  ou numa música que estava tocando. Num instante, antes de você ter tempo para pensar, antes da parte consciente de sua mente poder considerar a questão, o perigo foi sentido e o medo apareceu.

A partir da narrativa trazida, Ekman faz uma análise crítica, de modo a classificar as ações praticadas no decorrer do fato a partir de uma linha temporal de como as emoções aparecem. Isto, do seguinte modo: 

 

a. Começo da emoção – no momento e que começa, ela se apodera de você nos primeiros milésimos de segundos, comandando o que você faz, diz e pensa. Sem escolher e mesmo que não estivesse com ninguém no carro, você ao mesmo tempo: i) vira o volante automaticamente para evitar a colisão, pressionando o pedal do freio com o pé; ii) faz uma expressão de medo atravessar o seu rosto: sobrancelhas levantadas e unidas, olhos arregalados e boca esticada para trás, na direção das orelhas; iii) o coração bate aceleradamente, você começa a transpirar e o sangue corre para os grandes músculos das pernas. Ekman afirma que:

Estas respostas acontecem porque, ao longo de nossa evolução, se tornou útil para os outros saber quando sentimos perigo e, também, estar preparado para fugir em ocasiões assim.

b. No momento da emoção – Ekman afirma que:

Quando a emoção é forte e surge repentinamente, como no exemplo do carro, nossa memória do episódio mental, depois disso, não será muito precisa. Você não consegue saber o que seu cérebro fez, que processos foram envolvidos no reconhecimento do perigo representado pelo carro vindo em sua direção. Você saberia que virou o volante e pisou no freio, mas provavelmente não perceberia que uma expressão atravessou seu rosto. Você teria sentido algumas sensações pelo corpo, mas seria difícil encontrar palavras para descrevê-las. Não há como testemunhar ou direcionar os processos que salvaram sua vida. 

c. Logo que o perigo passou – ainda sentiria medo. Perceba, não é “provavelmente” você sentiria medo, sim uma afirmação. Conforme ensinamentos de Ekman:

O tempo necessário para que a intensidade dessas sensações diminua é de dez a quinze segundos, e não haveria muito que fazer para interromper esse processo. As emoções produzem mudanças nas partes do cérebro que nos mobilizam para lidar com o que deflagrou a emoção, assim como mudanças em nosso sistema nervoso autônomo, que regula batimento cardíaco, respiração, a transpiração e muitas outras alterações corporais, preparando-nos para diversas ações. As emoções também enviam sinais, mudanças nas expressões da face, na voz e na postura corporal. Não escolhemos essas mudanças, elas simplesmente acontecem. 

 

Na verdade, se o processo do começo da emoção fosse mais lento, poderíamos ter em nossos cérebros a consciência e o registro na memória do que aconteceu. Poderia ser uma forma de obter as respostas descritas no início, mas por outro viés, não sobreviveríamos a acidentes de carros, vez que o tempo de reação seria incapaz de apresentar o desempenho necessário no instante de tempo da colisão. Ekman afirma:

No primeiro instante, a decisão ou avaliação que produz a emoção é extraordinariamente rápida e ocorre inconscientemente. 

 

Ekman acredita que o ser humano possui mecanismos que promovem uma autoavaliação do que ocorre, isto a fim de captar sinais quais desencadeiam as emoções. Conforme o autor afirma:

Devemos ter mecanismos automáticos de avaliação, rastreando continuamente o mundo ao redor de nós e detectando quando algo importante para o nosso bem estar e para nossa sobrevivência está acontecendo.

Portanto, a resposta para a pergunta proposta no título, é a de que as emoções são reações a questões que parecem muito importantes para o nosso bem estar, bem como a de que as emoções são as tão rápidas que não temos consciência dos processos mentais que as evidenciam.

 

NOTA: Em sua obra “A Linguagem das Emoções”, Paul Ekman explica ainda, que além desse modo básico que fora o tema hoje apresentado, há mais oito caminhos para o desencadeamento dos gatilhos das emoções. Tais caminhos certamente serão matéria no BodyLanguageBrazil.com, aguardem!

É isso…

Um grande abraço…

 
Eduardo-Vaz3

Receba Gratuitamente as Melhores Dicas de Linguagem Corporal, Hipnose e PNL do BRASIL!

Insira o seu endereço de email abaixo para receber gratuitamente as dicas do site!

SOBRE O AUTOR

Eduardo Vaz
Eduardo Vaz

Bacharel em Direito, Conciliador do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, Hipnólogo formado por Olimar Tesser, Practitioner de Hipnose, Estudioso da Área Linguagem Corporal, Microexpressões Faciais, Leitura Fria, Mentalismo, Vidência, Membro da IFGE (The International Foundation for Gender Education), Empreendedor Digital na Área de Marketing Digital e Relações Humanas, Administrador e Colaborador do Site Body Language Brazil.

LISTA DOS TOP #5

É GRÁTIS!
Informe seu e-mail logo abaixo, junte-se aos mais de 17.216 leitores inteligentes e receba em primeira mão nossas atualizações sobre Linguagem Corporal, Hipnose e PNL!
100% Seguro e livre de SPAM

Quero Ver Os Cursos!
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
[Grátis] Os Segredos da Confusão Hipnótica
✓  O que é Confusão Hipnótica; ✓  Tipos de Confusão Hipnótica;  ✓ Exemplos Práticos da Técnica; 
LER O PDF
CURTIU O CONTEÚDO?
SEMPRE ATUALIZADO!
Informe seu e-mail logo abaixo, junte-se aos mais de 17.216 leitores inteligentes e receba em primeira mão nossas atualizações sobre Linguagem Corporal, Hipnose e PNL!
100% Seguro e livre de SPAM
É GRÁTIS!
Informe seu e-mail logo abaixo, junte-se aos mais de 17.216 leitores inteligentes e receba em primeira mão nossas atualizações sobre Linguagem Corporal, Hipnose e PNL!
100% Seguro e livre de SPAM
SEMPRE ATUALIZADO!
Informe seu e-mail logo abaixo, junte-se aos mais de 17.216 leitores inteligentes e receba em primeira mão nossas atualizações sobre Linguagem Corporal, Hipnose e PNL!
100% Seguro e livre de SPAM