Os Movimentos Dos Olhos (Sinais – PNL): Guia Detonado!

Antes de se entender o que significam os movimentos dos olhos e seus respectivos sinais como falaremos a seguir, seja para a detecção de mentira (ou não) , é preciso repassar a forma que observamos o mundo exterior e coletamos informações utilizando nossos sentidos.

 

1. Os cinco sentidos,
conforme a PNL:

 
A PNL baseia-se em cinco sentidos: visual – ver; auditivo – ouvir; cinestésico – sentir; olfativo – cheirar; e gustativo – saborear;

A alegria, o prazer, a compreensão e a agudeza do pensamento, tudo o que faz com que a vida valha a pena de ser vivida vem através de nossos sentidos.

A atenção é direcionada através dos sentidos. Prestando atenção no exterior, você enriquece seu pensamento. Prestando atenção no interior, você se torna mais sensível a seus próprios pensamentos e sentimentos, mais seguro de si e mais capaz de dar atenção ao exterior. Isso será mais aplicável quando eu postar algo sobre a mudança de padrões. 


Entretanto, o mais interessante é que a técnica que será apresentada hoje servirá para reconhecermos às pistas de acesso a memória, através dos cinco sentidos, e reconhecer os gatilhos visuais, auditivos, cinestésicos, olfativos e gustativos que ancoram determinados estados emocionais.

 

2. A estratégia PNL
TOTS + sistemas rep

Os cinco sentidos são os seus sistemas representacionais (rep), também chamados modalidades.

As submodalidades se organizam para formar as modalidades. Por exemplo, se você cria uma imagem em sua mente, você está usando o seu sistema representativo ou modalidade visual. 

Você pode ajustar as qualidades ou submodalidades da imagem para torná-la maior, mais brilhante ou trazê-la para mais perto de você. De modo a fazer você se sentir mais perto ou afastado, quente ou frio, alto ou baixo, claro ou escuro, etc.

Por ora, basta que saibamos que Bandler e Grinder incluíram os sistemas rep (modalidades) e submodalidades nas fases Teste e Operação do modelo TOTS, aperfeiçoando mais para nos dar o modelo de estratégia da PNL. 

De acordo com os pesquisadores, a meta que você tem quando inicia uma estratégia, e os meios pelos quais você avalia se conseguiu ou não, é dependente das combinações das suas modalidades, ou seja, dos seus cinco sentidos.

A princípio parece um pouco confuso, mas tomemos como exemplo o fato de você ter uma meta. Você pode criar a imagem da meta e talvez ouvir uma voz dizendo a você o que fazer. Quando você vai medir esse sucesso, pode ter uma sensação particular e ouvir um som assim como uma imagem, então você julga o sucesso pelo que você sente, ouve, vê ou não, e o que você imaginou que seria através das submodalidades.

 

3. O modelo de estratégias
da PNL em ação

ESQUEMA
Figura 1

A figura ao lado mostra como o modelo de estratégia da PNL funciona.

Tomemos como caso a violência no transito a fim de buscar uma estratégia básica, esta com a atenção focada no interior da pessoa.

Teste A (alavanca, gatilho) – é a alavanca inicial que origina uma estratégia. Este teste é o teste em que você avalia se a informação que vem dos seus sentidos está de acordo com a informação necessária para enfiar a estratégia. 
Se você está inclinado à violência no trânsito, a alavanca pode ser que você veja alguém brigando e empurrando à sua frente no engarrafamento (confirmação visual), mas porquê está num dia de bom humor (sem confirmação cinestésica) você escolhe não seguir a estratégia. 

Contudo, se está num dia de mau humor (confirmação cinestésica), você explode, aciona o gatilho, quando vê que alguém está cortando o seu caminho.


O resultado é ter certeza que o motorista da frente sabe exatamente o que você pensa dele e cuidadosamente apreciar a sensação de entregar-se à raiva de forma incontrolada (cinestésico).
Operação – é o processo pelo qual você junta a informação que ajudará a conduzir a sua estratégia. 
Então, para a sua estratégia de violência no trânsito, você lembra onde está o botão da buzina, onde está o farol e com um gesto brusco de mão, você quis usá-los. Nesse exemplo você utiliza a modalidade visual, conforme visualiza o seu arsenal, para conduzir a sua estratégia. Assim, você invoca a modalidade digital auditiva quando evoca todas as palavras rudes e picantes que conhece, de modo a se lançar no seu melhor comportamento de violência no trânsito.
Teste C (compare) – é o teste em que você compara a informação e a situação correntes para o seu resultado, para conduzir a estratégia. Sim, você apertou a buzina (auditivo); sim, você xingou com os piores palavrões que conhecia (visual para o benefício do transgressor) e fez gestos apropriados (cinestésico para si mesmo e visual para o outro motorista).


4. E os olhos, onde entram?

 
Consideremos esse exemplo de estratégia:

Xico mora em outra cidade e ficou com saudade de sua namorada. Ele pode usar a seguinte estratégia a fim de ligar para ela: sensações indicam que ele está com saudade dela (cinestésico – teste T, alavanca, gatilho); tem a imagem mental da namorada na cabeça (visual – operatório); diz o telefone dela pra si mesmo (digital auditivo – operatório); liga para ela (cinestésico – operatório). Aqui se resolve que Xico saiu dos atos preparatórios e operou. Saiu do Teste A, da Operação e foi para o Teste C.

Uma vez que uma estratégia é incrustada em seu neurológico, você tem pouca ou nenhuma consciência dessas etapas. 

Porém, se você sabe o que procurar, pode imaginar a estratégia da outra pessoa. 


VISAO
Figura 2

 

O que você procura é o movimento dos olhos. Se, por exemplo, perguntássemos ao Xico o que ele faz quando ele liga para sua namorada, se realmente gosta dela, os olhos dele iriam para baixo e para direita (sentindo saudade de casa), então para cima e para esquerda (imagem visual da família dele). Ele teria para o teto e para esquerda (conforme lembrava o número do telefone) antes de teclar os números.

Movimentos dos olhos:
Emoção com a lembrança de uma imagem – movem-se para cima e à direita;
Emoção com a lembrança de um o som  – Movem-se horizontalmente para a direita;
Criação de uma imagem – movem-se para cima e esquerda;
Criação de um som ou conversa – movem-se horizontalmente para a esquerda;
Acessando emoções – Para baixo e à direita;
Conversando com elas mesmas – Para baixo e à esquerda.
 
 
Abaixo, retirei alguns fragmentos do depoimento prestado por Ana Carolina, mãe de Isabella, no caso Nardoni. Tal depoimento foi cheio de recordações que demonstram os gatilhos de memórias ativados e a posição dos olhos com relação a esses gatilhos. Vejamos:
 
Horas qeu vou dormir 1m20s
Figura 3 – “As horas que vou dormir, as horas que rezo” – Lembrança visual – Olhar para cima e para a direita. (clique aqui para ver o instante no youtube).
 
 
Hora de brincar 1m48s
Figura 4 – “Hora que a gente tinha de brincar – Lembrança Cinestésica” – Olhos para baixo e para direita. (clique aqui para ver o instante no youtube)
 
 
Sempre que ela ia dormir - 1m54s
Figura 5 – “Sempre que ela ia dormir – Lembrança cinestésica” – olhos para baixo e para direita. (clique aqui para ver o instante no youtube)
 
O modo como os olhos de uma pessoa se movimentam depende se a pessoa é destra ou canhota. 

A pessoa indicada acima na Figura 2 ilustra uma pessoa destra. 
 
Uma pessoa canhota quando produz uma memória pode olhar para o lado contrário da que é destra.

 

Como Obter Vantagem?

O BodyLanguageBrazil afirma que quando você está tentando compreender a estratégia do receptor, é sempre melhor calibrar as respostas deste, de modo a fazer algumas perguntas inofensivas, como: “Que caminho você fez pra chegar até aqui? O que almoçou hoje? Qual a cor do portão da sua casa?”, entre outras.

Essa atitude forçará o receptor a recorrer ao sentido visual, assim dará certamente a dica que precisa para descobrir qual o posicionamento ocular dos olhos que ele usa.


Fontes:
Neuro-linguistic Programming for Dummies – Romilla Ready e Kate Burton
Manual de Programação Neurolinguística – Joseph O’Connor

Eduardo-Vaz3

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