Hemisférios Cerebrais – 4 Verdades Que Todo Mundo Precisa Saber
Hemisférios Cerebrais
Olá, pessoal!
Hoje vamos falar sobre HEMISFÉRIOS CEREBRAIS.
O que sabe sobre o assunto?

Gostaria de adentrar no tema fazendo algumas perguntas que me vieram à cabeça quando iniciei os estudos:

– Qual região cerebral que faz você conseguir levantar seu braço direito?

– Qual parte de meu cérebro cuida de questões sequenciais? E de questões simultâneas?

– Como meu cérebro processa textos e contextos?

– Como saberei qual lado de meu cérebro observa os detalhes e qual observa o todo?

Tais perguntas foram se desmistificando conforme conduzi os estudos. Portanto, a medida que for expondo, provavelmente eu retorne a comentar delas, isto como forma de se contextualizar o que está sendo dito.

A maioria das pessoas sequer tem interesse por saber como essas coisas acima ocorrem, seja pelo fato de terem mais o que pensar no dia dia, ou simplesmente por achar que é um conhecimento irrelevante.

Mas uma coisa é fato e elas não sabem! entender como funciona seu cérebro é como ter aula com o melhor especialista sobre você mesmo. Sim, essa é a ideia básica! quando passamos a entender o funcionamento dele (do cérebro), as atividades diárias se tornam fichinha perto da capacidade que vamos entendendo ter.

Mas por onde começar? Como devo estudar o meu próprio cérebro? Como posso conseguir me entender?

Calma. Nada é de um dia para o outro. Aprendemos por repetição, isso quer dizer que repetição demanda tempo, saber lidar com as emoções e também quando errar encontrar energia para aprender com o erro.

Sem delongas, vamos entender um pouco sobre o cérebro para levarmos menos tempo ainda para aprender com os erros!

Vamos, prepare-se, use a mente. Imagine que você está deitado numa maca, prestes a fazer um exame de ressonância magnética (MRI), o mais avançado sistema de ressonância magnética do mundo. Essa belezinha de US$ 2,5 milhões gera um poderoso campo magnético para obter imagens de alta qualidade do interior do corpo humano.

No centro da máquina existe uma abertura cilíndrica de 60 cm de diâmetro, os técnicos fazem você deslizar com uma maca para dentro dessa abertura.

Liga-se a máquina e ela começa a fazer barulho, TCHHHHHHHHHHHHHHHHHK! TCHHHK!

Agora o som e a sensação é de que está de capacete e alguém está batendo nele pelo lado de fora. Depois começa a vibrar ZZZHHHH!, ao que segue um silêncio, seguido por outro ZZZHHHH!, e depois mais silêncio.

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Passada meia hora, o retrato do seu cérebro está pronto. Para seu desapontamento, não é muito diferente dos cérebros que já foi visto pela humanidade (hehehe).

Bem no meio passa um estreito sulco vertical que divide o cérebro em duas seções aparentemente iguais. Essa divisão é tão evidente que se trata da primeira coisa que o neurologista observa quando avalia as imagens do seu cérebro.

“Os hemisférios cerebrais“, explica, “são simétricos”. Ou seja, a massa de 1.300kg que fica dentro da sua, da minha caixa craniana divide-se em duas metades interligadas. Uma metade chama-se hemisfério esquerdo; a outra, hemisfério direito. As duas parecem iguais, mas sua forma e função são bastante diferentes.

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OS HEMISFÉRIOS CEREBRAIS
O ESQUERDO E O DIREITO

Os dois hemisférios do nosso cérebro não funcionam como interruptores do tipo liga-desliga – em que um se desativaria no momento em que o outro entrasse em ação.Ambas as partes exercem alguma função em tudo o que fazemos.
Podemos dizer que certas regiões do cérebro são mais ativas quando desempenhamos alguma função”, explica o livro de medicina, “mas não podemos afirmar que essas funções estejam limitadas a determinada regiões.
Seja como for, os neurocientistas concordam que os dois hemisférios se valem de métodos significativamente diferentes para governar nossas ações, compreender o mundo e reagir a tudo o que acontece. (E essas diferenças, ao que parece, nos fornecem algumas dicas que podem ajudar a orientar nossa vida pessoal e profissional).Com mais de três décadas de pesquisas sobre os hemisférios do cérebro, é possível dividir as descobertas em quatro diferenças principais.
 
 
1. O Hemisfério Esquerdo controla o lado direito do corpo; o Hemisfério Direito controla o lado esquerdo do corpo;

Lembrem da primeira pergunta: – Qual região cerebral que faz você conseguir levantar seu braço direito?

Pois é, para se levantar o braço direito, usamos o hemisfério esquerdo. Assim vice-versa.

O cérebro é contralateral – ou seja, cada metade controla a metade oposta do corpo. É por isso que um derrame do lado direito do cérebro comprometerá os movimentos do lado esquerdo do corpo, e um derrame do lado esquerdo afetará o funcionamento do lado direito. Como algo em torno de 90% da população é destro, temos que em mais ou menos de 90% das pessoas o hemisfério esquerdo controla atividades motoras importantes como a escrita, o ato de comer e o movimento do mouse do computador.

A contralateralidade não funciona apenas quando assinamos nosso nome ou chutamos uma bola, mas também quando mexemos a cabeça ou olhos. Aqui está um novo exercício. Vire sua cabeça para o lado esquerdo – aqui foi o lado direito cerebral quem agiu. Assim vice-versa.

 

 

2. O Hemisfério Esquerdo é sequencial;
O Hemisfério Direito é simultâneo;

Vejamos uma outra dimensão, a da mente alfabética: ela processa sons e símbolos em sequência. Quando você lê esta frase, começa com o “quando”, passa para o “você”, e codifica cada letra, cada sílaba, cada palavra, progressivamente. Essa é uma aptidão que o hemisfério esquerdo domina com maestria.

Em contraposição, o hemisfério direito não marcha na formação de fila A-B-C-D-E. Seu talento específico é a capacidade de interpretar coisas de forma simultânea. Esse lado do nosso cérebro é “especializado em ver muitas coisas de uma vez: em ver todas as partes de uma figura geométrica e aprender sua forma, ou em observar todos os elementos de uma situação e aprender seu significado”. Isso torna o hemisfério direito especialmente eficiente no reconhecimento dos rostos. Isso quer dizer que nem mesmo os mais poderosos computadores do planeta são capazes de reconhecer um rosto com algo sequer próximo da rapidez e precisão que você pai reconhece a emoção demonstrada pelo primeiro andar de seu filho.

A diferença sequencial simultânea deve ser pensada da seguinte forma: o hemisfério direito é a imagem; o hemisfério esquerdo são as mil palavras necessárias para descrevê-la.

 

 

3. O Hemisfério Esquerdo é especializado em texto; o Hemisfério Direito é especializado em contexto;

Vamos usar imaginação novamente! preparar, apontar, imagine que uma noite você e sua mulher, ou marido, estão se preparando para jantar. Imagine também que, no meio dos preparativos, ela ou ele descobre que você esqueceu de comprar o ingrediente mais importante do prato principal.

Imagine, então, que ela ou ele pegue a chave do carro, feche a cara, olhe feio para você e diga entre os dentes “vou ao supermercado”. Praticamente qualquer um com um cérebro saudável compreenderia duas coisas a respeito dessas palavras.

Primeiro, ele ou ela está evitando um confronto direto. Segundo, ele ou ela está fulo/a da vida.

Seu hemisfério esquerdo deduziu a primeira conclusão literal.

Mas o hemisfério direito compreendeu o segundo aspecto da questão – que as palavras normalmente neutras “vou ao supermercado” de neutras não tinham nada. O “fuzilar” dos olhos e o tom da voz indicam que a pessoa estava aborrecida.

Assim como afirma o psicólogo britânico Chris McManus observa em seu primeiro livro: “Se sua linguagem… não é normal, mas desprovida da musicalidade da fala, da prosódia, por meio da qual a entonação sobe ou desce, e as palavras se aceleram ou desaceleram, ou ganham e perdem intensidade, transmitindo as emoções as ênfases. A fala sem prosódia lembra aquelas vozes sintetizadas por computador que escutamos nas gravações telefônicas.

Para exemplificar, o hemisfério esquerdo trata do que é dito; o hemisfério direito se concentra em como é dito – as pistas não-verbais, muitas vezes emocionais, transmitidas pelo olhar, pela expressão facial, pela entonação.

 

 

4. O Hemisfério Esquerdo analisa pormenores; o Hemisfério Direito o conjunto.

Em geral, o hemisfério esquerdo participa da análise de informação, diz um livro-texto de neurologia. Por outro lado, o hemisfério direito é especializado em fazer a síntese; ele é especialmente hábil em unir elementos isolados para obter uma visão de conjunto das coisas.

Os dados indicam que o hemisfério [direito], mudo, coadjuvante, é especialista em percepção gestaltiana, sendo basicamente um sintetizador em seu trato com a entrada de informações. O hemisfério falante, protagonista, por outro lado, parece operar de forma lógica e parecida com a análise computacional. Sua linguagem é adequada para as sínteses complexas e velocíssimas realizadas pelo hemisfério coadjuvante.

O esquerdo converge para uma resposta única, o direito se expande na direção de uma Gestalt. O esquerdo se concentra em categorias, o direito em relações. O esquerdo apreende os detalhes. Mas somente o hemisfério direito consegue ter a visão do conjunto.

 

Como visto, os dois hemisférios possuem funções distintas. Essas funções, ao longo de três décadas de estudos foram diferenciadas. As diferenças são quatro: a questão da contralateralidade, o pensar alfabético,  do contexto, e a visão do conjunto. Essas são as diferenças concebidas pela ciência atual entre os hemisférios do cérebro.

Se quiser saber mais sobre esse assunto, complemente sua leitura e saiba mais sobre SUBMODALIDADES!

FONTES:
O Cérebro do Futuro – Daniel H. Pink
Manual de Programação Neurolinguística – Joseph O’ Connor
 
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Eduardo-Vaz3

2 Comentários


  1. oii! adorei o post!! Mas a palavra “valores” que você usou nos últimos parágrafos me deixou confusa. Em que consistem exatamente esses valores (conceitualmente falando)? E, perdoe-me, não sei muito sobre hipnose, mas os comandos verbais transmitidos durante esse estado dizem exatamente o que? Quero dizer, vc dá um comando verbal que em estado de concentração profunda tem influência (racional?), mas me parece que as submodalidades tem haver mais um treino, uma modelagem sensorial que pode ser feita conscientemente, sem o estado hipnótico. O estado de concentração profundo permite uma maior consciência, digo, há uma atenção maior voltada para a própria pessoa, que, focada em si pode refletir mais acerca das informações que lhe chegam por meio dos sentidos e assim vai se modelando e mudando comportamentos. Mas ela também pode fazê-lo em estados de relaxamento mais superficiais e mais frequentes. Utilizando um comparativo: o estado hipnótico seria como ir à academia e o treino cotidiano como ir para o trabalho a pé. Ir à academia é um treino mais intenso, mas nem sempre possível e por vezes cansativo, ir trabalhar a pé é mais corriqueiro, mais leve (dependendo da distancia é claro, rsrs). humm… viajei demais?
    Agora relendo os últimos parágrafos tenho mais uma dúvida: “(…)submodalidades são os nossos sentimentos, valores, com relação a um fato. Quando acontece algo em nossa vida, temos que o cérebro registra, através de nossas modalidades (o VACOG), as submodalidades (como as ditas acima). Eis então que criamos os valores.” Desculpe, mas submodalidades são valores que criam valores? Ou são a questão da Associação ou dissociação; Intensidade; Distância; e Localização?
    Nossa, como esse comentário ficou longo… se vc tiver paciencia de ler já vou ficar feliz, rsrs.
    Obrigada!

  2. Carol, deixa-me o e-mail. Por aqui é aceito somente 4.096 caracteres. Assim que informar eu envio a resposta! está pronta por sinal, salva em minha caixa de rascunhos.

    Caso queira enviar um e-mail para que eu veja, o endereço é [email protected]

    Obrigado!
    Até!